terça-feira, 9 de abril de 2013

Guerra sem razão


A muito tempo sinto está brigando por uma luta que não me pertence,
A muito tempo sinto está carregando uma espada que me cortará a carne,
A dor da alma
A calma
Onde está a calma?

Me pergunto pela felicidade,
que se perde em meio a idade,
Que me consome a metade
que me corta em partes.

São as fases da lua
as decisões tuas
meu peito em carne nua
e estas meias rasuras.

A tempos me sinto sozinho
em um jogo de palavras,
quebra cabeças
conto de fadas.

As palavras cortam profundo
mais do que deveriam cortar,
Enquanto perdemos o foco do principal
nessa guerra sem razão
nessas aparências rivais.

Por: Felipe Reis




quarta-feira, 13 de março de 2013

Calculando o perigo.

Aquele momento em que você para de caminhar e olha à sua volta,
percebe que não existe mais ninguém além de você,
você ainda pode escutar o eco dos seus últimos passos,
enquanto sente o peso do mundo sobre seus ombros castos.
O leve traço dos seus suspiros profundos lhe tomam o rosto,
então você percebe estar numa encruzilhada.
Só você.
Seus ideais.
Sonhos
e alguns traços de destino.
Meus futuros me confundem ao passado,
trazendo memórias que outrora me deixavam.
Mas, o que de mim, posso deixar a esse mundo?
se nem a mim imputo a felicidade que me é de direito?
Paro de pensar por um instante, olho mais uma vez a minha volta
e retomo a única coisa que posso.
Volto a caminhar em silêncio.

Por: Felipe Reis

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Que seja feita a vossa vontade.

Estamos sozinhos?
As vezes, certas cortesias do caminho
me condicionam a, inevitavelmente, perguntar.
Andei pensando está sempre bem acompanhando,
mas que tolo eu fui.
Achando que poderia confiar um pouco mais,
crendo que estaria sempre bem, estando entre.
Ainda é difícil acreditar que não estamos mais jovens,
que não somos mais tão fortes,
que todo aquele esboço de confiança
se rasura com o tempo.
Eu deveria ter seguido meus instintos?
Sinto medo de um dia acordar, e não
reconhecer o mundo que escolhi para mim.
É fácil aceitar enquanto tudo é engraçado,
enquanto o acaso nos diverte. Mas, existem
verdades por traz dos sorrisos
e maldade por trás das lembranças.
Embora conheça a notoriedade de alguns
semblantes e a malícia por traz da bondade,
me resta apenas esperar, e deixar
que, se houver justiça terrena,
que seja feita a vossa vontade.

Por: Felipe Reis

domingo, 9 de setembro de 2012

Olhares distantes.

      Existe uma lógica simétrica sobre a vida que,
embora nosso peito perceba, nossos olhos tardam a enxergar.
      Hoje acordei com um gosto doce de vida sobre os labios e
um reconfortante tom de cinza claro e azul anis sob a vista,
se fazia turvo enquanto eu olhava em frente, mas,
só me dei conta, quando rapidamente voltei a mim.
      Percebia os risos por toda a minha volta, mas,
eu ainda estava distante, fora de si, em outro tom.
Me senti longe, embora eu estivesse bem ali, parado,
como se tudo fizesse parte de outro contexto, outra dimensão.
       Você já se perdeu de si?
É exatamente durante o último gole de álcool
e o próximo trago, que, todos os passos perdem
o ritmo comum, todos os pensamentos somem.
Você se desprende de todo o físico mundano, e,
por uma pequena fração de segundos, você está livre.
       É como recobrar a consciência depois de apagar,
como dar um longo suspiro após ser sufocado,
ou receber a notícia contrária ao motivo da agonia.
       Onde tudo que é escuro se torna torpe, e,
volta-se a respirar a vida como se fosse rítmica e bela.

Por: Felipe Reis

sexta-feira, 20 de julho de 2012

A manhã seguinte sempre chega.

O que fazer quando sua alma grita?
As vezes me sinto cansado de demonstrar força,
quando tudo que eu mais queria, era apenas me esconder.
O que deve ser feito, quando, sentimos pelas
rachaduras, que tudo parece desmoronar.
É esse processo lento entre a angustia de
respirar e a vontade de prender a respiração,
entre enxugar o rosto enquanto outra lágrima torna a cair,
nesse pequeno momento, entre, pensar ser tudo e
se questionar em ser realmente algo,
que, tudo realmente perde o sentido,
então sou apenas eu, sozinho novamente.
Enquanto perco as certezas dos meus sonhos
e as faces dos meus desejos, me vejo buscando
forças onde já não mais consigo me apoiar
e meus olhos, estes ainda buscam caminho
por entres as poucas brechas de luzes.
Tudo porque, 
ainda tenho o amanhã.
Pois, a manhã seguinte sempre chega.




segunda-feira, 28 de maio de 2012

Enquanto caio dos sonhos.

A pele áspera do meu rosto,
as escuras linhas de minhas têmporas,
e as camadas extenuadas dos meus olhos.
Ainda somos tão jovens?
Perguntei a mim mesmo em silêncio.
Meus olhos pálidos não sabiam,
meus lábios trêmulos hesitaram.
Por onde anda minha vitalidade,
meus anseios de outrora,
meus impossíveis sonhos dos dezesseis.
Havia um tom reluzente nas minhas passadas,
um cintilante brilho nas minhas palavras
e um entusiasmo louco nos meus olhos.
Havia prazer em brincar com desafios,
havia ternura em brindar o novo.
Quando comecei a diminuir o ritmo?
Ainda sinto traços de vida neste peito
e pulsos correndo por entre os sonhos.
É algo leve entre o me jogar e o cair,
entre o se entregar e o permitir,
entre correr e o desistir.
Onde tudo ainda parece possível
e onde sinto que devo continuar.

Por: Felipe Reis

domingo, 29 de abril de 2012

500 Days of Summer





"Se Tom aprendeu alguma coisa, é que não se atribui um grande significado cósmico a um simples evento na terra. Coincidência. É tudo que qualquer coisa é. Nada mais que coincidência. Tom finalmente aprendeu que não existem milagres. Não existe essa coisa de destino. Nada é para ser, agora ele tinha certeza absoluta."