segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Piada sem graça..

Alguém poderia me dizer porque devo sorrir?
Alguém poderia refrescar minha memória...
Eu já entendi que tenho saúde, comida e família,
Mas ainda não entendo porque devo estampar um lindo sorriso no rosto,
Afinal,
e os outros?
Devo apenas não me importar e seguir?
sinceramente, não consigo.
Ando a beira de um colapso nervoso e
tudo que preciso é demonstrar satisfação?
desculpe caros colegas e amigos,
Minha satisfação tirou férias e
não se importou com o aviso de quando retorna.
Ainda estou em busca do meu sacrifício, do meu propósito,
se sentires vontade de sorrir, aproveite..
Só não me julgue por não me sentir a vontade com o meu.

Por: Felipe Reis

quinta-feira, 29 de julho de 2010

28 de Julho..


Lembro do tom ofuscante do brilho que regia meus olhos,
Lembro da calma e da esperança inabalável que habitava meu peito,
a incerteza do futuro não parecia ser um problema,
preocupações se limitavam apenas em qual seria a próxima brincadeira,
o sorriso era a forma mais fácil de expressão.
Mas o tempo foi passando...
Pêlos foram preenchendo meu rosto,
aquele brilho foi sendo ofuscado pela realidade,
a esperança anda cambaleante após tantos tombos,
meu sorriso já enferrujado, não chama tanta atenção,
aquele coração galopante, que bombeava meu sangue,
já não apresenta tanta força e celeridade...
ao soprar de cada vela, sinto-me caminhando em um vale,
a cada passo minha curiosidade lateja no cérebro,
e sempre me pergunto, onde meu próximo passo me levará?

Por: Felipe Reis

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Vagas Ilimitadas


"Ensinamos a viver"
Assim diria a placa do local que procuro,
com gigantes livros sobre tudo,
explicações e entendimentos em geral.
"As respostas",
Seria o nome da Biblioteca,
com livros organizados por sentimentos
e situações em ordem alfabética,
"Tempo"
Seria o nome do diretor,
Pessoa justa, objetiva e determinada
um excelente conselheiro.
"As Provas"
Sempre Práticas,
Com direito a poucos erros,
e sem o uso de borrachas ou corretivos,
"O Nome"
Definitivamente estaria estampado na
Frente, em branco e azul, logo após o jardim,
entitulando o local: "Vida"

Por: Felipe Reis

sábado, 10 de julho de 2010

Brechas do caminho


Minha paz andou abalada,
Minha alma estremecida,
Esse vento frio que sopra de longe
Ameaça atingir minha chama,
Esse brilho distante faz sentir-me no escuro,
E como posso me sentir seguro nessas condições?
Existe segurança no incerto?
Espero que exista, pois nem comecei a caminhada
e já sinto o medo tomar meu peito.
Posso sentir o balançar das ideias na minha mente,
Posso sentir as mudanças que atingem minha alma,
Mas uma luz na escuridão me mantém erguido,
Uma luz bem distante,
Uma singela redoma de calor,
Um tímido brilho,
Que por ora sente-se ameaçado pela mais
simples ventania.

Por: Felipe Reis

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Alguns quilômetros de vida.


você já pressentiu uma tempestade?
já amarrou cada coisa com muita força,
com medo de não estar lá no final?
Suas correntes eram grossas?
Averiguou cada nó?
Preparou bem seu abrigo?
de onde saiu tanto medo?
até pouco tempo eu me sentia forte!
até pouco tempo o vigor do meu peito
poderia ser sentido de longe..
Essa anunciação melódica estremece meu peito
e agora tudo que me mantém vivo, é um singelo olhar,
de uma varanda quase vazia.

Por: Felipe Reis

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Da minha janela.


Hoje de Manhã vi o sol nascer..
Por um momento recordei:
meu passado, amigos, viagens, descobertas, amores.
A brisa leve buscando forças pra começar mais um dia
tocava meu rosto..
Um estreito sorriso moldou minha face,
um estranho pensamento me tomou a calma,
lembrei-me do novo caminho,
Lembrei do meu novo destino,
Dizem que "Saudade é o coração dizendo pra onde
quer voltar"
Mas acredito que saudade é o coração relembrando
que suas histórias estão valendo a pena.
Então aproveito enquanto posso fechar
meus olhos e rever cada imagem como uma foto.
Cada história como um vídeo,
Então abro meus olhos e sei de onde vem toda
minha força para dar o próximo passo e seguir...

Por: Felipe Reis

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Mais um minuto por favor.


A tempos venho cortando meus pulsos,
Saltando dos maiores prédios,
Me crucificando,
A tempos venho dilacerando meu peito,
Saltando na frente de carros,
Me culpando,
A tempos tenho buscado precipícios,
Entrando em confusões,
Me queimando,
Perdoe-me se preferi caminhar só,
Tenho estado muito ocupado, procurando
me ferir mais profundo,
Relembrando o que é estar vivo,
buscando sentir algo mais que a vida.

Por: Felipe Reis