segunda-feira, 28 de junho de 2010

Alguns quilômetros de vida.


você já pressentiu uma tempestade?
já amarrou cada coisa com muita força,
com medo de não estar lá no final?
Suas correntes eram grossas?
Averiguou cada nó?
Preparou bem seu abrigo?
de onde saiu tanto medo?
até pouco tempo eu me sentia forte!
até pouco tempo o vigor do meu peito
poderia ser sentido de longe..
Essa anunciação melódica estremece meu peito
e agora tudo que me mantém vivo, é um singelo olhar,
de uma varanda quase vazia.

Por: Felipe Reis

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Da minha janela.


Hoje de Manhã vi o sol nascer..
Por um momento recordei:
meu passado, amigos, viagens, descobertas, amores.
A brisa leve buscando forças pra começar mais um dia
tocava meu rosto..
Um estreito sorriso moldou minha face,
um estranho pensamento me tomou a calma,
lembrei-me do novo caminho,
Lembrei do meu novo destino,
Dizem que "Saudade é o coração dizendo pra onde
quer voltar"
Mas acredito que saudade é o coração relembrando
que suas histórias estão valendo a pena.
Então aproveito enquanto posso fechar
meus olhos e rever cada imagem como uma foto.
Cada história como um vídeo,
Então abro meus olhos e sei de onde vem toda
minha força para dar o próximo passo e seguir...

Por: Felipe Reis

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Mais um minuto por favor.


A tempos venho cortando meus pulsos,
Saltando dos maiores prédios,
Me crucificando,
A tempos venho dilacerando meu peito,
Saltando na frente de carros,
Me culpando,
A tempos tenho buscado precipícios,
Entrando em confusões,
Me queimando,
Perdoe-me se preferi caminhar só,
Tenho estado muito ocupado, procurando
me ferir mais profundo,
Relembrando o que é estar vivo,
buscando sentir algo mais que a vida.

Por: Felipe Reis

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Amanhã...


Gostaria de poder esticar meus braços para desatar o nó que por ora me sufoca,
Gostaria também de conseguir gritar por ajuda,
Mas do que adiantaria? Estou só aqui...
Absolutamente ninguém me escutaria de onde estou agora..
Sei que quando eu sair dessa escuridão meus olhos irão arder,
Mas será que consigo rastejar pra fora daqui?
Meu corpo cansado, já sem forças, não entendem os motivos,
Minha mente fraca e atormentada não encontra a solução,
Mais cedo ou tarde me encontrarão aqui...
Não poderei esticar os braços, que estão bem amarrados,
Mas ao me resgatarem,
Sei que um sorriso bobo irá se fazer em minha feição..
Que por enquanto, apenas espera calmamente por um sinal
Que posso deixar passar se não permanecer atento e bem acordado.

Por: Felipe Reis

domingo, 30 de maio de 2010

novos ventos..

Sinto cheiro de mudanças...
Meu olfato amigo jamais se engana,
Sinto cheiro de mudanças..
As paredes que me cercam já não me reconhecem mais,
Sinto cheiro de mudanças..
Me vejo no espelho mas não defino bem a paisagem que me rodeia,
Sinto cheiro de mudanças..
E esse cheiro revira meu estômago e acelera meus batimentos,
Sinto cheiro de mudanças...
Minha carne se prende ao passado e me impede de mudar,
Sinto cheiro de mudanças...
A lágrima que escorre do meu rosto já não quer dizer mais nada,
Sinto cheiro de mudanças..
Embora esse cheiro esteja impregnado em minha roupa
e minha vontade seja continuar onde estou, meu desejo
puxa-me pelo braço e força-me a levantar...
levanto-me e sigo, pois, se o cheiro da mudança anseia o prognóstico do meu futuro,
lanço-me ao perigo, e que até meu ultimo suspiro, eu tenha forças para erguer minha pesada espada e caminhar rumo ao impiedoso campo de batalha, onde as mudanças não passam de meros detalhes desta curta vida terrena.

Por: Felipe Reis

quarta-feira, 19 de maio de 2010

desabafo

O que te atormenta?
Eu sei que existe uma resposta para essa pergunta...
Mas qual seria a mais adequada?
Eu acordo toda manhã impulsionado por algo que tenho certas dúvidas do que se trata, mas eu continuo, continuo.. todos os dias vou seguindo em direção aquela imagem turva e mal acabada que se estende a minha frente.
Porque eu não paro? eu sinto o peso nas minhas costas.. mas porque eu continuo?
tenho necessidades estranhas de me isolar, tenho pensamentos inadequados às condutas humanas..
mas algo muito estranho me mantém acordado e de olhos bem abertos, espero que tudo isso seja justificável, espero que realmente exista uma lógica para toda essa trajetória, que por ora julgo tão insensata.
Espero realmente que esse grande inseto rastejante que incomoda meu cérebro seja parcialmente esmagado pelo peso do tempo, e que enfim eu possa sentir alguma calma no meu peito, pois já nem sei o significado dessa pequena palavra.

Por: Felipe Reis

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Apenas escolhas...

Roberto era um garoto levado, sempre acostumado a ter tudo nas mãos. Seu Pai, Claudionor, um fazendeiro que dava duro todos os dias, batalhava cada centavo que entrava em casa e fazia de tudo para ser o pai que qualquer familia poderia desejar.. Mas os caminhos nem sempre são virtuosos e Claudionor lamentava constantemente a postura do seu filho roberto.
Roberto não media seus atos, gostava de curtir, farrar, aproveitava a vida como se o mundo estivesse com data marcada para seu fim, vivia metendo-se em confunsões e trazia muito desgosto ao seu pai claudionor.
Um belo dia Roberto chega em casa acompanhado pela polícia, pois tinha se metido novamente em briga na rua e seu pai apenas olhou atentamente em seus olhos, com um olhar de reprovação e voltou aos seus afazeres cotidianos como fazendeiro.
Roberto começou a notar que seu pai andava colocando pregos na cerca de toda a fazenda, em média, dois a três pregos por dia e ficou se perguntando o que seu pai estava fazendo tomando tais atitudes.
Um sábado pela manhã claudionor escuta batidas desesperadas em sua porta e quando abre-a está seu filho completamente embreagado que fora deixado por seus colegas que correram com medo da reação do fazendeiro.
Claudionor, com sua infinita paciência, pegou seu filho no braço e levou-o até o quarto...
Quando Roberto acordou, não entendia como tinha ido parar na sua cama, fora até seu pai e no caminho notou que havia pregos espalhados por todo o cercado da fazenda, aquilo estava o intrigando, antes mesmo de perguntar ao seu pai como tinha chegado em casa, olhou envergonhado para seu pai e perguntou:
- Pai porque há tantos pregos no cercado da fazenda.
Seu pai olhou atentamente em seus olhos, parecia ter esperado a vida toda por aquele momento e disse:
- Filho, cada vez que eu tenho um desgosto a seu respeito, eu venho até aqui e coloco um prego na cerca..
Roberto engoliu aquela resposta da forma mais seca possível, olhou atentamente a sua volta e percebeu a imensa quantidade de desgostos que tinha proporcionado ao seu pai e sua família e decidiu mudar seu comportamento, abraçou seu pai e disse chorando:
- Pai, gostaria de te fazer um trato, queria que a cada notícia boa que o senhor recebesse sobre a minha pessoa, o senhor retirasse um prego do cercado da fazenda.
Seu pai apenas aceitou o trato e voltou a cuidar dos seus negocios.
Daquele dia em diante Roberto mudou seu comportamento, largou seus vicios, mudou seus costumes e viveu apenas para trazer noticias boas para casa, ele começou a ver os pregos ser arrancados e isso o motivou, a cada dia prosperava mais nos estudos, nos negocios, no comportamento... Após um 2 anos de noticías boas viu, da varanda, seu pai arramcar o ultimo prego da cerca, ele não aguentou de felicidade, ao ver aquilo correu em direção ao seu pai e após um apertado abraço, encheu seus pulmões de orgulho e disse:
- Eu não disse ao senhor que faria o senhor retirar todos os pregos da cerca meu pai.
Claudionor pegou na mão do seu filho e o fez olhar para a toda a cerca e em seguida bradou:
- Realmente meu filho, você conseguiu, agora olhe a sua volta e veja quantos buracos profundos ficaram marcados na minha cerca.

Por: Histórias de criança.