sexta-feira, 20 de julho de 2012

A manhã seguinte sempre chega.

O que fazer quando sua alma grita?
As vezes me sinto cansado de demonstrar força,
quando tudo que eu mais queria, era apenas me esconder.
O que deve ser feito, quando, sentimos pelas
rachaduras, que tudo parece desmoronar.
É esse processo lento entre a angustia de
respirar e a vontade de prender a respiração,
entre enxugar o rosto enquanto outra lágrima torna a cair,
nesse pequeno momento, entre, pensar ser tudo e
se questionar em ser realmente algo,
que, tudo realmente perde o sentido,
então sou apenas eu, sozinho novamente.
Enquanto perco as certezas dos meus sonhos
e as faces dos meus desejos, me vejo buscando
forças onde já não mais consigo me apoiar
e meus olhos, estes ainda buscam caminho
por entres as poucas brechas de luzes.
Tudo porque, 
ainda tenho o amanhã.
Pois, a manhã seguinte sempre chega.




segunda-feira, 28 de maio de 2012

Enquanto caio dos sonhos.

A pele áspera do meu rosto,
as escuras linhas de minhas têmporas,
e as camadas extenuadas dos meus olhos.
Ainda somos tão jovens?
Perguntei a mim mesmo em silêncio.
Meus olhos pálidos não sabiam,
meus lábios trêmulos hesitaram.
Por onde anda minha vitalidade,
meus anseios de outrora,
meus impossíveis sonhos dos dezesseis.
Havia um tom reluzente nas minhas passadas,
um cintilante brilho nas minhas palavras
e um entusiasmo louco nos meus olhos.
Havia prazer em brincar com desafios,
havia ternura em brindar o novo.
Quando comecei a diminuir o ritmo?
Ainda sinto traços de vida neste peito
e pulsos correndo por entre os sonhos.
É algo leve entre o me jogar e o cair,
entre o se entregar e o permitir,
entre correr e o desistir.
Onde tudo ainda parece possível
e onde sinto que devo continuar.

Por: Felipe Reis

domingo, 29 de abril de 2012

500 Days of Summer





"Se Tom aprendeu alguma coisa, é que não se atribui um grande significado cósmico a um simples evento na terra. Coincidência. É tudo que qualquer coisa é. Nada mais que coincidência. Tom finalmente aprendeu que não existem milagres. Não existe essa coisa de destino. Nada é para ser, agora ele tinha certeza absoluta."



sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Pequeno desgosto.


Castrem meus sentidos e amputem minha alma
respiro devagar a cada verso desumano de Saramago
e regurgito cada amargo gosto do nosso destino.
Sinto o peso da fé dos que ainda creem
e o desgosto chapiscado dos que compreendem o inevitável.
Meu lado Luterano talvez esteja agitado hoje
ou escuto o tilintar das verdades escondidas.
Ainda rezo às almas dos tolos cansados
ainda choro a lágrima dos fúteis destemidos.
Me pego brechando o espaço por entre as cortinas
e o desfecho rasurado por traz do trono.
Então não me sobra esperança neste casto peito ou
fé nos pulmões, pelo menos por hoje,
me entrego a dor de joelhos ao chão e
findo meus olhos com a imagem deste abismo.

Por: Felipe Reis

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Fora do contexto.

A mesma música tocando baixo por inúmeras vezes,
Eu estava cercado, estava socialmente cercado,
mas ainda escutava a triste canção embalando meu dia.
Nesses dias em que não existe conforto nas palavras,
nem tampouco remédio para o desconforto.
O vento que sopra de leste sempre me conforta um pouco, 
embora todas as vertentes do meu corpo gritem o contrário.
Está tudo muito calmo agora, o silêncio voltou a operar... 
Talvez isso apenas confirme o quanto estou só,
ou talvez, eu só esteja confuso, como sempre estive.
Tudo pode ser uma grande mentira,
mas enquanto não descobrimos,
ainda soa como a única triste verdade.



segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Céu de janeiro.

Tudo isso a minha volta nunca fez muito sentido,
Essas cicatrizes, ainda abertas, me ofertam tanta dor,
Essas equações em tons de cinza escuro e azul anil,
Esqueci-me de fechar as janelas durante todo o percurso
e ainda sinto a destreza do vento soprar lentamente.
Os mesmos discos cansados da minha estante,
as mesmas frases clichês amontoadas em meu quarto e
métodos esquecidos em valas sombrias de têmporas aquecidas.
Não sinto mais prazer em rasurar esta sinopse fria,
cartazes de promessas esquecidas,
chantagens de sonhos sacrificados
e engrenagens gastas forçando passadas.
A saliva ainda amarga o gosto do ar forçado,
essa verdade ingênua de uma realidade triste
ainda é a única força que me guia aqui embaixo.
Embora a luz lá fora pareça confortável
e o calor dos sorrisos pareçam ser verdadeiros,
ainda sinto uma atração profunda por essa força obscura 
que me prende abaixo das nuvens do teu céu.

Por: Felipe Reis

sábado, 17 de dezembro de 2011

Concentrado na linha de chegada


"Uma terrível, noite trágica
Apesar de eu ter feito apenas o que é certo
Mesmo com a minha consciência limpa
Eu não posso evitar essa inundação de lágrimas
Eu estou concentrado na linha de chegada

Apesar de eu estar me esforçando pelo bem deles
Eu serei mal compreendido
Até mesmo a minha querida
Interpretou mal o que era tão claro

Com o tempo eu acho que ela entenderia
Que isso foi pelo bem maior
Em breve eu vou encontrá-la em nossa mansão no céu
Deixando este mundo cruel para trás

É estranho que isso tenha que terminar assim
Mas mártires nunca tem uma oportunidade de falar."

Por: Pedro the Lion