segunda-feira, 25 de abril de 2011

Enganos.


De tanto ver errar os homens,
de tanto enxergar os fatos,
um sábio ousou citar que:
"Errar seria humano.."
contudo, de tanto ver recomeçar os homens,
de tanto enxergar os fatos,
um outro qualquer emendou:
"permanecer no erro seria burrice.."
Acreditar na humanidade é necessário?
Afinal, um homem pode se arrepender?
um homem pode recomeçar?
Se respondermos de forma negativa essas
perguntas, estaremos assinando a sentença
de morte de todos os seres humanos que erram.
mas se errar é humano, logo me pergunto:
Quem deve viver então?

Por: Felipe Reis

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Roteiro em branco.


Ando tentando entender o motivo de, vez por outra, me pegar encenando
minha própria vida.
Há algum tempo não precisava me esconder atrás de uma imagem, há algum
tempo eu podia sentir as coisas sem medo do risco, sem fardo da culpa.
Mas de alguma forma meu escudo caiu e minha armadura já não protege
tão bem o meu corpo.
Quase sem perceber, o medo garantiu uma metamorfose dos meus sentidos,
uma necessidade de atuar em minha própria vida, que por ora, distrai minha
percepção e deixa turva toda a coerência.
Entendo que após uma queda ainda nos resta levantar novamente,
mas o que ando temendo?
Costumava ser bom com os jogos, sempre posicionei bem minhas peças,
pensava bem minhas opções, até arriscava mais do que deveria quando sentia
a distância dos limites.
Mas as regras não estão tão objetivas como de costume, não enxergo de
forma clara meus oponentes, e nem tampouco, conheço como será minha
próxima jogada.
Esses ensaios rítmicos na frente do espelho ocupam meu tempo de forma
demasiada, e a única certeza que posso desfrutar no momento é que o
acaso ainda é minha melhor opção.

Por: Felipe Reis    

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Inverdades.

De todas as verdades, me dói, a que conto através de mentiras,
tentando evitar obstáculos, diminuindo alguma dor, me protegendo,
de todas as mentiras, me inquieta, aquela onde falo algumas verdades,
por não aprender a mentir com o olhar, por não controlar o tom.
Há quem a afirme como um mal necessário,
enquanto outros atribuem-lhe calamidades como causa,
não sentimos o amargar dos fatos ao pronunciá-la,
nem tampouco vislumbramos todas as suas conseqüências,
amadurecem espontaneamente,
tomam vida ou vidas,
Iludem casos e casas,
destroem almas.
Mas de todas as inverdades,
ando perdido em meio às que conto a mim mesmo.

Por: Felipe Reis

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Herança Maldita.

Do que eles são feitos,
Quando não estão em seus cargos importantes,
Quando não estão por traz de seus ternos com tecido importado,
O que eles sentem,
Quando não idolatram sua hipocrisia,
Quando não satisfazem seu egocentrismo,
Do que são capazes,
Quando não manipulam os fatos,
Quando não brincam com os sonhos alheios,
O que eles fazem,
Quando não estão em suas reuniões,
Quando não estão perseguindo seus inimigos.
Até pouco tempo eu acreditava em algo,
mas até isso eles levaram...

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Descontrole interno.

Talvez, criar expectativas seja um mau,
me orientar por pequenos gestos,
esperar iniciativas que talvez não aconteçam,
não pode ser mensurado um sentimento
nem tampouco ser contado um afeto.
Talvez, respeitar o acaso seja o melhor a fazer,
viver só o necessário.
Mas eu só aprendi um método de vida,
apenas uma personalidade me conduz,
onde virtudes e defeitos satisfazem um conceito,
e de todos os males que podem me seguir,
dar valor demais aos detalhes ainda me corroe o peito.

Por: Felipe Reis

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Algo entre as idas e vindas..


Algo confunde minhas idéias,
Algo entre o "tripulação preparar para pouso"
e o toque da aeronave no solo,
o som da turbina reversa cessando a velocidade,
o acender das luzes na cabine e
a ansiedade entre a pista e a sala de desembarque.
Algo acelera meu peito freneticamente,
A contagem dos passos até o estacionamento me acalma
e o cheiro de cidade pequena revigora meus pulmões.
Algo entre o tempo de permanência e a hora da ida,
Algo entre o chegar em casa e a saída.
Uma dúvida me resta entre as idéias,
uma pergunta permanece nas entranhas da mente,
Algo que ainda não senti a resposta,
Onde realmente devo me sentir em casa?

Por: Felipe Reis

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Sucker Punch.

Muito se fala em anjos,
Guardas que velam por nós,
nós não sabemos em que formato eles irão aparecer,
um dia aparece como um homem velho,
no dia seguinte como uma mulher,
porém, não se deixe enganar..
Ele pode ser perigoso como um dragão,
mas não estão lá pra orientar a nossa batalha
a sussurrar em nossos corações,
cada um de nós, tem poder sobre o mundo que cria.
Negamos a existência de anjos,
tentamos nos convencer de que eles não existem,
no entanto, eles aparecem nos lugares mais incomuns,
e eles podem falar através de qualquer figura que possamos imaginar,
se necessário, gritam através demônios.
Quem é responsável pela vida que vivemos?
Quem nos envia monstros para matar-nos
enquanto cantamos que não iremos morrer nunca?
Quem nos ensina o que é real e como rir das mentiras?
Quem decide pelo que vivemos e como devemos
morrer pra defende-las?
Quem nos coloca em uma camisa de força?
Quem detém a chave para a nossa liberdade?
É você.
Você tem todas as armas que precisa.
Agora lute.

Por: Sucker Punch